### CC Antya 1.19

> কুক্কুর রহিলা, — শিবানন্দ দুঃখী হৈলা  ।\
> দশ পণ কড়ি দিয়া কুক্কুরে পার কৈলা ॥১৯॥

kukkura rahilā,--śivānanda duḥkhī hailā

daśa paṇa kaḍi diyā kukkure pāra kailā

*kukkura rahilā*—o cão ficou para trás; *śivānanda duḥkhī hailā*—Śivānanda ficou muito infeliz; *daśa paṇa*—dez paṇas; *kaḍi*—pequenos búzios; *diyā*—pagando; *kukkure*—o cão; *pāra kailā*—fez atravessar para o outro lado do rio.

**Śivānanda Sena, infeliz por o cão ter de ficar para trás, pagou ao barqueiro dez paṇas de búzios para levar o cão para o outro lado do rio.**

Um paṇa equivale a oitenta kaḍis, ou pequenos búzios. Antigamente, mesmo há cinquenta ou sessenta anos, não havia papel-moeda na Índia. As moedas em geral eram feitas não de metal vil, mas de ouro, prata e cobre. Em outras palavras, o meio de troca era realmente algo de valor. Quatro peças de kaḍi formavam um gaṇḍā, e vinte desses gaṇḍās equivaliam a um paṇa. Esse kaḍi também era usado como meio de troca; portanto, Śivānanda Sena pagou pelo cão com daśa paṇa, ou oitenta vezes dez peças de kaḍi. Naqueles dias, um paisa também se subdividia em pequenos búzios, mas no momento atual os preços das mercadorias subiram tanto que não há nada que se possa obter em troca de apenas um paisa. Naqueles dias, contudo, com um paisa era possível adquirir hortaliças suficientes para prover uma família inteira. Mesmo há trinta anos, as hortaliças ocasionalmente eram tão baratas que o equivalente a um paisa podia prover uma família inteira por um dia.
