import json

d = {}

d["sb/4/13/36"] = {
 "translation": "**Assim que a oblação foi oferecida no fogo, uma pessoa surgiu do altar de fogo, usando uma guirlanda dourada e veste branca. Ela carregava um pote dourado cheio de arroz cozido em leite.**"
}

d["sb/4/13/37"] = {
 "purport": "A palavra udāra-dhīḥ é significativa neste contexto. A esposa do rei, Sunīthā, não era digna de receber esta bênção, mas o rei era tão generoso que, sem hesitação, ofereceu a sua esposa o arroz cozido em leite, o prasāda recebido do yajña-puruṣa. Naturalmente, tudo é planejado pela Suprema Personalidade de Deus. Como se explicará nos versos seguintes, este incidente não foi muito favorável ao rei. Visto que o rei era muito generoso, a Suprema Personalidade de Deus, a fim de aumentar seu desapego deste mundo material, quis que um filho cruel nascesse da rainha, de modo que o rei tivesse de abandonar o lar. Como se afirmou acima, o Senhor Viṣṇu satisfaz os desejos dos karmīs conforme eles desejam, mas o Senhor satisfaz os desejos de um devoto de maneira diferente, para que o devoto possa gradualmente aproximar-se Dele. Isso é confirmado no Bhagavad-gītā (dadāmi buddhi-yogaṁ taṁ yena mām upayānti te). O Senhor concede ao devoto a oportunidade de progredir cada vez mais, para que ele possa voltar ao lar, voltar ao Supremo."
}

d["sb/4/13/38"] = {
 "translation": "**Embora a rainha não tivesse filho algum, depois de comer aquele alimento, que tinha o poder de produzir um filho varão, ela ficou grávida de seu esposo e, no devido tempo, deu à luz um filho.**"
}

d["sb/4/13/4"] = {
 "purport": "Nārada Muni está sempre glorificando os passatempos do Senhor. Neste verso, vemos que ele não apenas glorifica o Senhor, mas também gosta de glorificar os devotos do Senhor. A missão do grande sábio Nārada Muni é difundir o serviço devocional ao Senhor. Com esse propósito, ele compilou o Nārada-pañcarātra, um manual de serviço devocional, para que os devotos possam sempre obter informações sobre como executar o serviço devocional e, assim, ocupar-se vinte e quatro horas por dia em realizar sacrifícios para o prazer da Suprema Personalidade de Deus. Como se afirma no Bhagavad-gītā, o Senhor criou quatro ordens de vida social, a saber, brāhmaṇa, kṣatriya, vaiśya e śūdra. No Nārada-pañcarātra, descreve-se muito claramente como cada uma das ordens sociais pode agradar ao Senhor Supremo. No Bhagavad-gītā (Bg. 18.45), afirma-se: sve sve karmaṇy abhirataḥ saṁsiddhiṁ labhate naraḥ — ao executar seus deveres prescritos, a pessoa pode agradar ao Senhor Supremo. No Śrīmad-Bhāgavatam também se afirma: svanuṣṭhitasya dharmasya saṁsiddhir hari-toṣaṇam — a perfeição do dever consiste em ver que, ao desempenhar seus deveres específicos, a pessoa satisfaz a Suprema Personalidade de Deus (Bhāg. 1.2.13). Quando os Pracetās realizavam sacrifícios segundo esta orientação, Nārada Muni ficou satisfeito ao ver essas atividades, e ele também desejou glorificar Dhruva Mahārāja naquela arena sacrificial."
}

d["sb/4/13/46"] = {
 "purport": "O rei começou a pensar em termos de apego e desapego ao lar material. Segundo Prahlāda Mahārāja, o lar material é comparado a um poço encoberto. Se um homem cai num poço encoberto, é muito difícil sair dele e recomeçar a vida. Prahlāda Mahārāja aconselhou que se abandone o quanto antes esse poço encoberto da vida doméstica e se vá para a floresta, a fim de abrigar-se na Suprema Personalidade de Deus. De acordo com a civilização Védica, esse abandono do lar com vānaprastha e sannyāsa é obrigatório. Mas as pessoas estão tão apegadas a seus lares que, mesmo até o momento da morte, não gostam de retirar-se da vida doméstica. O rei Aṅga, portanto, pensando em termos de desapego, aceitou seu mau filho como um bom estímulo para o desapego da vida doméstica. Por conseguinte, ele considerou seu mau filho seu amigo, visto que este o ajudava a desapegar-se do lar. Em última análise, a pessoa tem de aprender a desligar-se do apego à vida material; logo, se um mau filho, com seu mau comportamento, ajuda um chefe de família a afastar-se do lar, isso é uma bênção."
}

d["sb/4/13/47"] = {
 "purport": "Neste verso, a palavra mahodayodayāt indica que, pelas bênçãos de uma grande alma, a pessoa torna-se materialmente opulenta. Mas, quando a pessoa abandona o apego à riqueza material, isso deve ser considerado uma bênção ainda maior das grandes almas. Não foi tarefa fácil para o rei abandonar seu opulento reino e sua jovem e fiel esposa, mas certamente foi uma grande bênção da Suprema Personalidade de Deus poder ele abandonar o apego e partir para a floresta sem ser visto por ninguém. Há muitos exemplos de grandes almas que deixaram o lar dessa maneira na calada da noite, abandonando o apego ao lar, à esposa e ao dinheiro."
}

d["sb/4/13/49"] = {
 "translation": "**Quando os cidadãos não conseguiram encontrar nenhum vestígio do rei, após procurá-lo por toda parte, ficaram muito desapontados e regressaram à cidade, onde todos os grandes sábios do país se reuniram por causa da ausência do rei. Com lágrimas nos olhos, os cidadãos ofereceram respeitosas reverências e os informaram, com todos os detalhes, de que eram incapazes de encontrar o rei em parte alguma. Neste ponto, encerram-se os significados Bhaktivedanta do décimo terceiro capítulo do Quarto Canto do Śrīmad-Bhāgavatam, intitulado \"Descrição dos Descendentes de Dhruva Mahārāja\". SB 4.14: A História do Rei Vena 14. A História do Rei Vena**"
}

d["sb/4/13/7"] = {
 "purport": "Os sintomas e características de Utkala, o filho de Mahārāja Dhruva, são os de um mahā-bhāgavata. Como se afirma no Bhagavad-gītā (Bg. 6.30), yo māṁ paśyati sarvatra sarvaṁ ca mayi paśyati — um devoto altamente avançado vê a Suprema Personalidade de Deus em toda parte, e ele também vê tudo repousando no Supremo. Isso também é confirmado no Bhagavad-gītā (Bg. 9.4), mayā tatam idaṁ sarvaṁ jagad avyakta-mūrtinā — o Senhor Kṛṣṇa está espalhado por todo o universo em Seu aspecto impessoal. Tudo repousa Nele, mas isso não significa que tudo seja Ele próprio. Um devoto mahā-bhāgavata altamente avançado vê nesse espírito: ele vê a mesma Superalma, o Paramātmā, existente dentro do coração de todos, sem discriminação baseada nas diferentes formas materiais das entidades vivas. Ele vê todos como partes integrantes da Suprema Personalidade de Deus. O mahā-bhāgavata que experimenta a presença do Supremo em toda parte jamais está ausente da visão do Senhor Supremo, nem o Senhor Supremo jamais se perde da visão dele. Isso só é possível quando a pessoa está avançada em amor ao Supremo."
}

d["sb/4/14/1"] = {
 "purport": "Neste verso, a palavra significativa é kṣema-darśinaḥ, que se refere àqueles que sempre velam pelo bem-estar das pessoas em geral. Contudo, todos os grandes sábios encabeçados por Bhṛgu estavam sempre pensando em como elevar todas as pessoas do universo à plataforma espiritual. De fato, eles aconselhavam os reis de cada planeta a governar as pessoas tendo em mente esse objetivo último da vida. Os grandes sábios costumavam aconselhar o chefe de Estado, ou rei, e este costumava governar a população de acordo com suas instruções. Após o desaparecimento do rei Aṅga, não havia ninguém para seguir as instruções dos grandes sábios. Em consequência, todos os cidadãos tornaram-se desordeiros, a tal ponto que podiam ser comparados a animais. Como se descreve no Bhagavad-gītā (4.13), a sociedade humana deve ser dividida em quatro ordens segundo a qualidade e o trabalho. Em toda sociedade, deve haver uma classe inteligente, uma classe administrativa, uma classe produtiva e uma classe trabalhadora. Na democracia moderna, essas divisões científicas são postas de pernas para o ar, e, por voto, os śūdras, ou trabalhadores, são escolhidos para cargos administrativos. Sem nenhum conhecimento do objetivo último da vida, tais pessoas promulgam leis caprichosamente, sem conhecimento do propósito da vida. O resultado é que ninguém é feliz."
}

d["sb/4/14/10"] = {
 "translation": "**Os sábios começaram a pensar consigo mesmos: Por ter nascido no ventre de Sunīthā, o rei Vena é, por natureza, muito perverso. Sustentar este rei perverso é exatamente como alimentar uma serpente com leite. Agora ele se tornou a fonte de todas as dificuldades.**"
}

d["sb/4/14/11"] = {
 "purport": "Os santos sábios elegeram o rei Vena para tornar-se rei, mas ele revelou-se perverso; portanto, os sábios temiam muito incorrer em reação pecaminosa. A lei do karma até proíbe que a pessoa se associe a um indivíduo perverso. Ao elegerem Vena para o trono, os santos sábios certamente se associaram a ele. Por fim, o rei Vena tornou-se tão perverso que os santos sábios de fato passaram a temer contaminar-se com suas atividades. Assim, antes de tomar qualquer medida contra ele, os sábios tentaram apaziguá-lo e corrigi-lo, para que ele se afastasse de sua perversidade."
}

d["sb/4/14/14"] = {
 "purport": "De acordo com a civilização Védica, numa monarquia o rei é aconselhado por pessoas santas e sábios. Ao seguir seus conselhos, ele pode tornar-se o maior poder executivo, e todos em seu reino serão felizes, pacíficos e prósperos. Os grandes reis eram muito responsáveis em acatar as instruções dadas por grandes personalidades santas. Os reis costumavam aceitar as instruções dadas por grandes sábios como Parāśara, Vyāsadeva, Nārada, Devala e Asita, entre outros. Em outras palavras, eles primeiro aceitavam a autoridade das pessoas santas e, em seguida, exerciam seu poder monárquico. Infelizmente, na atual era de Kali, o chefe de governo não segue as instruções dadas pelas pessoas santas; por isso, nem os cidadãos nem os homens do governo são muito felizes. Sua duração de vida é encurtada, e quase todos são desventurados e desprovidos de força corpórea e poder espiritual. Se os cidadãos desejam ser felizes e prósperos nesta era democrática, eles não devem eleger canalhas e tolos que não têm respeito algum pelas pessoas santas."
}

d["sb/4/14/15"] = {
 "purport": "Os santos sábios aqui ensinam que o rei ou chefe de governo deve dar o exemplo, vivendo uma vida religiosa. Como se afirma no Bhagavad-gītā, religião significa adorar a Suprema Personalidade de Deus. Ninguém deve simplesmente fazer alarde de vida religiosa, mas deve executar o serviço devocional perfeitamente com palavras, mente, corpo e boa inteligência. Ao agir assim, não só o rei ou o chefe de governo livrar-se-á da contaminação dos modos materiais da natureza, mas o público em geral também se livrará, e todos serão gradualmente elevados ao reino de Deus e voltarão ao lar, voltarão ao Supremo. As instruções aqui dadas servem como um resumo de como o chefe de governo deve exercer seu poder de mando e, dessa forma, alcançar a felicidade não só nesta vida, mas também na vida após a morte."
}

d["sb/4/14/17"] = {
 "purport": "O dever de um rei piedoso é descrito muito bem neste verso. Seu primeiro e principal dever é dar proteção aos cidadãos contra ladrões e patifes, bem como contra ministros que não são melhores que ladrões e patifes. Antigamente, os ministros eram nomeados pelo rei e não eram eleitos. Por conseguinte, se o rei não fosse muito piedoso ou rigoroso, os ministros tornar-se-iam ladrões e patifes e explorariam os cidadãos inocentes. É dever do rei zelar para que não haja aumento de ladrões e patifes, seja na secretaria do governo, seja nos departamentos de assuntos públicos. Se um rei não pode dar proteção aos cidadãos contra ladrões e patifes, tanto no serviço público quanto nos assuntos públicos, ele não tem o direito de exigir impostos deles. Em outras palavras, o rei ou o governo que cobra impostos só pode arrecadar impostos dos cidadãos se o rei ou o governo for capaz de dar proteção aos cidadãos contra ladrões e patifes.\n\nNo Décimo Segundo Canto do Śrīmad-Bhāgavatam, há uma descrição desses ladrões e patifes no serviço do governo. Como se afirma: prajās te bhakṣayiṣyanti mlecchā rājanya-rūpiṇaḥ (Bhāg. 12.1.42). \"Esses orgulhosos mlecchas [pessoas que são inferiores aos śūdras], apresentando-se como reis, tiranizarão seus súditos, e estes, por sua vez, cultivarão as práticas mais perversas. Assim, praticando hábitos perversos e comportando-se de modo tolo, os súditos serão como seus governantes.\" A ideia é que, nos dias democráticos de Kali-yuga, a população em geral decairá ao padrão dos śūdras. Como se afirma (kalau śūdra-sambhavaḥ), praticamente toda a população do mundo será de śūdras. Um śūdra é um homem de quarta classe, apto apenas a trabalhar para as três castas sociais superiores. Sendo homens de quarta classe, os śūdras não são muito inteligentes. Visto que a população está decaída nesses dias democráticos, eles só podem eleger uma pessoa de sua categoria, mas um governo não pode funcionar muito bem quando é conduzido por śūdras. A segunda classe de homens, conhecida como kṣatriyas, destina-se especialmente a governar um país sob a direção de pessoas santas (brāhmaṇas), que se supõe serem muito inteligentes. Em outras eras — em Satya-yuga, Tretā-yuga e Dvāpara-yuga —, a população em geral não era tão degradada, e o chefe de governo nunca era eleito. O rei era a suprema personalidade executiva, e, se ele flagrasse algum ministro roubando como ladrão e patife, mandava de imediato matá-lo ou demiti-lo do serviço. Assim como era dever do rei matar ladrões e patifes, do mesmo modo era seu dever matar imediatamente os ministros desonestos no serviço do governo. Com tão estrita vigilância, o rei podia conduzir o governo muito bem, e os cidadãos ficavam felizes por ter tal rei. A conclusão é que, a menos que o rei seja perfeitamente capaz de dar proteção aos cidadãos contra patifes e ladrões, ele não tem o direito de cobrar impostos dos cidadãos para sua própria gratificação dos sentidos. Contudo, se ele dá toda a proteção aos cidadãos e lhes cobra impostos, pode viver muito feliz e pacificamente nesta vida e, ao final desta vida, ser elevado ao reino celestial ou mesmo aos Vaikuṇṭhas, onde seria feliz sob todos os aspectos."
}

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